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Portadas de Interzona por Jean Souza

Actualizado: 16 ene 2020


Olá para todos que estão lendo esta matéria me chamo Jean e sou integrante do grupo Suzana´s Bauten e faço ruído com o Interzona, estudante universitário tardio e boêmio quando possível. Estou aqui para falar do processo criativo das artes de capa que venho produzindo com o Interzona, escolhi algumas por conterem a ideia geral do que penso a respeito do som e motivos um pouco mais pessoais. Tudo começou como acontece com a maioria dos artistas independentes, pela necessidade de autogestão, eu estava experimentando com Suzana´s Bauten alguns efeitos noise e na época ouvindo muito harsh e música torta então senti vontade de fazer algo mais agressivo do que eu estava fazendo, o som de SB é lisérgico e etéreo mesmo utilizando elementos noise o Interzona é minha vontade de contrapor esta medida criando situações de caos sonoro e totalmente incomodo que aprendi na escuta de estilos mais radicais da chamada anti-música o que faço sonora e visualmente são homenagens ao que escuto como os japanoises Merzbow, Hijokaidan, Hatanarash, C.C.C.C, Incapacitants, Violent Onsen Geisha (difícil falar desta vertente sem citá-los), a cena Industrial inglesa e norte americana principalmente os selos Industrial Records, Wax Trax e a obscura Cold Meat não esquecendo a cena atual dos netlabels composta por parcerias nacionais e internacionais que foi fundamental para minhas experiências sonoras possibilitando mais conhecimento abrindo o leque de práticas sonoras não convencionais na utilização de D.A.W, instrumentos e ferramentas de produção artística, pessoas totalmente diferentes em seus contextos sociais e materiais proporcionando um campo que jamais imaginaria se continuasse preso apenas na minha bolha, destaco aqui os selos Plataforma Records (Bra), Basement Corner Emissions (EUA), Exhaust Valve Records (Bra), Hamfuggi Records (Arg,Esp,Jap), Nailed Nazarene Records (Bra) o Throne Of Bael (UK) o Brain Ticket Death (EUA) que me proporcionaram parcerias incríveis e lições de vida além esta dimensão sonora que habitamos, cito aqui projetos como (Dell.Tree) pelo seu som etéreo e criativo, o Noise Machine pela sua brutalidade sonora que é para poucos, o industrial\ noise cheio de classe de Antoine Trauma, o som introspectivo e obscuro do Prognosis, o harsh punk do D.O.M, o som de Bartira, Dukkha e seu outro projeto Suvaco De Cobra, Bushido, Nacatero, Deicida 69, Crepuscular Entity, Gabriel Pereira Spurr, Mehata Hiroshi,Yuuko Haai,Valentina Artaud, Yao Chunyang, Funcionário Público, e modéstia parte de Suzana´s Bauten e meus parças de banda que hora me vejo como um espectador pelo número de êxitos criativos que conseguimos usando pouquíssimos recursos e trabalhando no limite e incansavelmente, existem outros selos e projetos excelentes aqui não citados, mas os que ressalto aqui são parceiros que nos ajudaram nesta formação de caracteres que são nossos trabalhos tanto com o selo que administramos quanto no momento do nosso orgasmo sonoro, depois desta verborragia introdutória vamos ao que interessa.



Estes dois álbuns são da série que chamo capa branca, quando iniciei o trabalho com arte gráfica não sabia dar o primeiro passo, não queria fazer algo usando o mundo real penso numa arte figurativa que se aproximasse que faço sonoramente, mas não sou sofisticado (principalmente nesta época) nem tinha domínio de ferramentas mais complexas, então ouvi o conselho de algumas pessoas que dizem menos é mais, usei o paint do Windows e a partir do tema procurei símbolos que representassem o som, usei minhas referências de arte minimalista russa e reclames de propaganda de remédios da Bayer que tenho o livro, com pouca informação se pode criar universos, li de Scott Maccloud na sua trilogia que explica semioticamente os quadrinhos que uma das causas de sucesso dos cartoons está no fato de serem feitos com poucos traços e isso faz o cérebro criar conexões além a imagem que está exposta, o resultado funcionou para mim não sei para outros, usei o branco e preto porque acho as cores mais positivas para se passar informação.


Imagem 3,4 Estas duas artes não foram concebidas em série mas são desdobramentos de uma mesma ideia, imaginei como seria entrar num vórtex e o álbum que se chama Nuclear usei a imagem de uma explosão nuclear(óbvio, hehehehe), uma arte é usada toda sua superfície com cores e formas abstratas e geométricas, a outra é usado parte da tela, eu queria criar certo distanciamento para este fenômeno como se alguém estivesse observando em um monitor de TV ou computador, se tem alguma lição de moral ou mensagem subliminar, quem sabe? Pense por si mesmo.


Imagem 5 Este álbum é o último de nove discos de uma série que chama de Cabala Em Quadro Dígitos, é minha explicação sonora espiritual, não tem intenção de religiosidade ocidental que através do discurso tenta dominar o observador, mas é um tratado ciber pagão e pessoal a respeito dos grandes questionamentos da vida, o símbolo usado foi uma supernova, a sua explosão é devastadora mas para algumas teorias cientificas é na sua morte que são desprendidos quase toda matéria necessária para se ter vida (pelo menos com base no carbono), pode ser uma metáfora sobre a vida.


Imagem 6 Este álbum é o segundo da trilogia Metal, onde o experimento consiste em fazer texturas sonoras com o óbvio som metálico de um dos instrumentos que possuo, a capa é simples, uma fotografia grande e outra menor da mesma imagem, com certeza foi uma homenagem inconsciente aos álbuns da Industrial Records no uso de uma imagem maior e outra num quadradinho no canto superior da tela.


imagem 7 Perguntei ao Marcelo Mendes aka (Dell. Tree) se ele queria fazer um split com o Interzona, passado alguns dias ele me mandou os áudios, então pensei em fazer uma arte que fosse legal para nós dois, como gostamos muito do Nurse With Wound procurei uma estética retrô, considero esta arte como meu primeiro trabalho satisfatório, usei o vermelho pra chamar bastante atenção e uma faixa transparente acinzentada para criar o contraste, simples porém eficaz para chamar atenção, alguns dos meus amigos disseram que parece design belga, alemão e estas coisas, não sei mas provavelmente tenha relação pela quantidade de arte europeia que consumimos direta ou indiretamente, o que me importa é o processo, o não dito, o sentido pessoal.


Imagem 8, 9 Os poucos que acompanham o interzona percebem que se trata de um projeto ruidoso que é mais uma imersão em certas realidades que uma simples adjetivação, nota-se influências de Hq´s e principalmente da cultura ciberpunk, amo os livros William Gibson, Philip K. Dick, o Manifesto Ciborgue de Donna Haraway, animes como Macross, Gundam, Pirata Do Espaço e os bons e velhos tokusatsus, Interzona é um clichê daquilo que eu gosto e pensando bem lembrando da minha infância entendo porque gosto de fazer ruído, estes dois álbuns são diferentes em essência, mas estão interligados, o split com o Enxame pensei em fazer colagem simples que tenta levar a quem escuta e vê a imagem para um lugar abissal e tecnológico, pelas imagens percebesse temas como controle da mente clonagem e Inteligência Artificial. O Delírio Da Existência é um dos álbuns que considero dos meus melhores feitos, tanto a arte quanto a sonoridade, aqui mudo drasticamente a sequência que eu vinha fazendo de porrada harsh para algo mais introspectivo, o disco praticamente todo está no clima drone\ ambient a capa é mais uma que tento expressar a simbologia da vida, é como alguém que entra numa pirâmide e se depara com alta tecnologia e a partir disto tem uma experiência cosmogônica achando certo sentido na existência, a textura amarela e um possível sol ilustrando é como uma revelação.


Imagem 9 0000 foi lançado pela Broken Tape Records, gosto muito das circunstâncias que gravei, é um álbum curto mas que é uma mescla de harsh e drone, algumas faixas se chamam machina odor e penso o quanto sentimos mais cheiro de máquinas que de pessoas e como estamos dependentes de todo este aparato, e como sempre tento passar a imagem que tem alguém observando de algum lugar e o que está acontecendo pode não ser real, se faço valoração moral a respeito do domínio das máquinas sobre a humanidade? Não sei.


Imagem 10 Neste álbum faço uma arte geométrica minimalista, o que gosto do noise é como o ruído mexe com nossa a tensão cerebral ninguém passa impune por uma descarga sonora harsh e quem se vicia está fadado a uma espécie de autodestruição auditiva por mais que se proteja, para se apreciar tem de esquecer alguns pacotes de ensino que nos é ensinado, a arte palatável te dá tudo pronto, você consegue saber quando inicia e termina, sabe todo discurso a arte experimental tira este conforto, não é dado nada a busca é pessoal, neste sentido o título deste álbum traz a reflexão a respeito daquilo que nosso sistema político, cultural, filosófico, artístico tem deixado, vai deixar e que está fora da nossa capacidade de compreensão como indivíduos e sociedade.


Imagem 11 Machinna é mais um álbum que o tema é puramente scifi, cada faixa tenho uma estória na mente de tipos de máquinas humanoides. A capa é como se um AI estivesse agonizando preso em alguma dimensão que a pressão atmosférica é insuportável ou que ele recebeu uma descarga do raio da morte e estamos vendo através de um monitor. Obrigado a todos da Hamfuggi Records pelo carinho e incentivo e a todos os inconformados da terra, Uni-vos!!!


 

Hola a todos los que están leyendo este tema, mi nombre es Jean y soy miembro del grupo Suzana´s Bauten y hago ruido con Interzona, además soy un estudiante universitario tardío y bohemio cuando es posible. Estoy aquí para hablar sobre el proceso creativo de las portadas que he estado produciendo con Interzona; elegí algunas porque contienen la idea general de lo que pienso sobre el sonido y los motivos ligeramente más personales. Comenzó como con la mayoría de los artistas independientes, en aras de la autogestión; estaba experimentando con Suzana's Bauten para obtener algunos efectos de ruido y en ese momento escuchaba mucha música áspera y torcida, así que tuve ganas de hacer algo más agresivo de lo que estaba haciendo, El sonido SB es lisérgico y etéreo, incluso usando elementos de ruido. Interzona es mi deseo de contrarrestar esta medida creando situaciones de caos completamente molesto que aprendí al escuchar estilos más radicales de la llamada antimúsica, lo que hago sonoramente y visualmente son tributos a los japoneses Merzbow, Hijokaidan, Hatanarash, ACPC, Incapacitants, Violent Onsen Geisha (difícil de mencionar este capítulo sin aludirlos), la escena industrial inglesa y norteamericana, principalmente los registros industriales, Wax Trax y las oscuras etiquetas de Cold Meat, sin olvidar la escena actual de netlabels compuestas por asociaciones nacionales e internacionales que fueron fundamentales para mis experiencias de sonido lo cual permite un mayor conocimiento al abrir la gama de prácticas de sonido no convencionales en el uso de DAW, instrumentos y herramientas de producción artística; personas totalmente diferentes en sus contextos sociales y materiales que proporcionan un campo que nunca hubiera imaginado si me hubiera quedado atrapado en mi burbuja; destaco aquí a los sellos Plataforma Records (Brasil), Basement Corner Emissions (EE. UU.), Exhaust Valve Records (Brasil), Hamfuggi Records (Argentina, España, Japón), Nailed Nazarene Records (Brasil) Throne Of Bael (UK) o Brain Ticket Death (EUA) que me han proveido de asociaciones y lecciones de vida más allá de esta dimensión de sonido que habitamos; aquí menciono proyectos como Dell.Tree por su sonido etéreo y creativo, Noise Machine por su brutalidad de sonido que es para pocos, el ruido industrial de Antoine Trauma, el sonido introspectivo y oscuro de Prognosis, el duro punk de DOM, el sonido de Bartira, Dukkha y su otro proyecto Suvaco De Cobra, Bushido, Nacatero, Deicida 69, Twilight Entity, Gabriel Pereira Spurr, Mehata Hiroshi, Yuuko Haai, Valentina Artaud, Yao Chunyang, Funcionario Público y parte modesta de Suzana's Bauten y mis compañeros de banda. Me veo como un espectador por la cantidad de éxitos creativos que hemos logrado utilizando muy pocos recursos y trabajando al límite e incansablemente; hay otros sellos y proyectos excelentes que no se mencionan aquí, pero los que resalto en esta ocasión son socios que nos ayudaron en esta formación de caracteres que es nuestro trabajo con el sello que administramos y el momento de nuestro orgasmo sonoro. Después de esta verborragia introductoria, vayamos a lo que importa.



Estos dos álbumes son de la serie a la que llamo portada blanca, cuando comencé a trabajar con el arte gráfico no sabía cómo dar el primer paso, no quería hacer nada usando el mundo real. Pienso en un arte figurativo que se acerque, pero no soy sofisticado. Ni siquiera tenía dominio de las herramientas más complejas, así que tomé el consejo de algunas personas que dicen que menos es más, usé el Paint de Windows y partiendo del tema busqué símbolos que representaran el sonido, usé mis referencias de arte minimalista ruso y usé un libro de publicidad de medicamentos de Bayer. Con poca información puedes crear universos. Leí a Scott Maccloud en su trilogía donde explica semióticamente los cómics y que una de las causas del éxito de los dibujos animados es que están hechos con pocos trazos lo cual hace que el cerebro cree conexiones más allá de la imagen que está expuesta. El resultado funcionó para mí. No lo sé para los demás; utilicé el blanco y negro porque creo que son los colores más positivos para pasar información.


Imagen 3.4 Estas dos gráficas no fueron concebidas en serie, pero están desarrollando la misma idea, imaginé cómo sería entrar en un vórtice y el álbum llamado Nuclear usó la imagen de una explosión nuclear (obvio, jejejeje); una gráfica se usa en toda su superficie con colores abstractos y formas geométricas, en la otra se usa como parte de la pantalla, quería crear cierta distancia de este fenómeno; como si alguien estuviera mirando en un monitor de TV o computadora, ¿tiene alguna lección moral o mensaje subliminal?, ¿quién sabe? Piensa por ti mismo.


Imagen 5 Este álbum es el último de nueve álbumes de una serie llamada Kabbalah em quadro dígitos, es mi explicación espiritual sana, no tiene ninguna intención de la religiosidad occidental que a través del discurso trata de dominar al observador, pero es un tratado cibernético personal y pagano sobre las grandes preguntas de la vida. El símbolo utilizado fue una supernova, su explosión es devastadora, pero para algunas teorías científicas en su muerte se desprende casi toda la materia necesaria para tener vida (al menos basada en el carbono), puede ser una metáfora sobre la vida.


Imagen 6 Este álbum es el segundo de la trilogía Metal, donde el experimento consiste en hacer texturas de sonido con el sonido metálico obvio de uno de los instrumentos que poseo, la portada es simple, una fotografía grande y pequeña de la misma imagen, ciertamente un tributo inconsciente a álbumes de Industrial Records que utilizan una imagen más grande y otra en un pequeño cuadrado en la esquina superior de la pantalla.



Imagen 7 Le pregunté a Marcelo Mendes alias (Dell. Tree) si quería hacer un split con Interzona. Después de unos días me envió los audios, así que pensé en hacer un arte que fuera genial para los dos, ya que nos gusta mucho Nurse With Wound. Una estética retro; considero este arte como mi primer trabajo satisfactorio; utilicé el rojo para llamar mucho la atención y una banda transparente grisácea para crear contraste, simple pero efectivo para llamar la atención; algunos de mis amigos dijeron que se ve belga, alemán y cosas por el estilo, pero probablemente tenga algo que ver con la cantidad de arte europeo que consumimos directa o indirectamente; lo que me importa es el proceso, lo no dicho, el sentido personal.


Imagen 8, 9. Los pocos que siguen a Interzona se dan cuenta de que este es un proyecto ruidoso que es más una inmersión en ciertas realidades que un simple adjetivo, uno nota las influencias de Hq y principalmente de la cultura cyberpunk. Me encantan los libros William Gibson, Philip K. Dick, el Manifiesto Cyborg de Donna Haraway, animes como Macross, Gundam, Pirata del Espacio y el viejo tokusatsus. Interzona es un cliché de lo que me gusta y recordando mi infancia entiendo por qué me gusta hacer ruido. Estos dos álbumes son diferentes en esencia, pero están interconectados; en el split con Enxame pensé en hacer un collage simple que intentara llevar a aquellos que escuchan y ven la imagen a un lugar abisal y tecnológico, a través de las imágenes percibidas como la clonación del control mental y la Inteligencia Artificial. El delirio de la Existencia es uno de los álbumes que considero de mis mejores obras, tanto en gráfica como en sonido, aquí cambio drásticamente la secuencia que he estado haciendo de “porrada harsh” a algo más introspectivo, el álbum está más o menos en estado de ánimo de drone/ambiente. La portada es una más en la que trato de expresar la simbología de la vida, es como alguien que entra en una pirámide y se encuentra con alta tecnología y de allí deriva una experiencia cosmogónica que encuentra algún significado en la existencia; la textura amarilla es como un sol ilustrando, como una revelación.


Imagen 9 0000 fue lanzado por Broken Tape Records; realmente me gustan las circunstancias en las que grabé, es un álbum corto pero es una mezcla de harsh y drone, algunas pistas se llaman olor a máquina y creo que cuando huelen más las máquinas en lugar de las personas nos volvemos dependientes de todo este aparato, y como siempre trato de transmitir la imagen de alguien que mira desde algún lugar, y lo que está sucediendo puede no ser real si aprecio moralmente el dominio de las máquinas sobre la humanidad. No sé.


Imagen 10 En este álbum hago un arte geométrico minimalista, lo que me gusta del ruido es cómo el ruido interfiere con nuestra tensión cerebral, nadie queda sin castigo por una descarga de sonido áspera y quien es adicto está condenado a una especie de autodestrucción auditiva aunque se proteja. Para apreciarlo debes olvidar algunos paquetes de enseñanza, el arte apetecible lo tiene todo listo, puede saber cuándo comienza y cuándo termina, sabe que cada discurso del arte experimental le quita esta comodidad, nada se da, la búsqueda es personal. En este sentido, el título de este álbum trae la reflexión sobre lo que nuestro sistema político, cultural, filosófico y artístico ha dejado, dejará y eso está más allá de nuestra capacidad de comprensión como individuos y sociedad.


Imagen 11 Machinna es otro álbum cuyo tema es puramente de ciencia ficción, en cada tema tengo una historia en mente de tipos de máquinas humanoides. La cubierta es como una IA agonizante atrapada en alguna dimensión en la que la presión atmosférica es insoportable o ha recibido una descarga de rayos de muerte y la estamos viendo a través de un monitor. ¡Gracias a toda la gente de Hamfuggi por el afecto y el aliento y a todos los inconformistas de la tierra, uníos!



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